quarta-feira, 21 de março de 2018

"Não faz mais sentido..."

"fazer uma análise honesta daquilo que você pode até gostar, mas que não faz mais sentido prático em sua existência."

Meu trânsito astrológico desses dias...

Depois dos sentimentos de insatisfação e cansaço velados de uma rotina infeliz, depois de ser assaltada com meu filho perto de casa, depois de a polícia recuperar meu celular - algo bem dificil de acontecer - e eu ouvir a palavra "merecimento"...

Caramba... Não, eu não gosto de ter que acordar mega ultra cedo pra o trabalho pra ter q pagar hora ou simplesmente pra evitar transito. Eu odeio a minha cabeca sempre me lembrando das questões financeiras, como um aplicativo rodando pra sempre em segundo plano, sem me deixar relaxar quase nunca. Odeio esse conflito bizarro comigo mesma em aceitar meu corpo pós maternidade e pós essa vida hard... Odeio essas "culpas" que não param de pipocar da maternidade, os julgamentos, a sensação de solidão, ou de nadar, nadar e morrer na praia porque uma andorinha só não faz verão...

isso tudo não me faz bem. Como é que joga fora?
Como é que muda tudo isso?




quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Balanço...

Fim de janeiro. 
Balanço?

2017 foi foda. FODA, de muita coisa ruim e tensa. Mas eu sobrevivi.

Todo o stress e tensão com meu filho, amigos que simplesmente não são mais amigos, aprendizado com tanta coisa que vc vê que não muda e faz vc se cansar de sofrer... fora a constatação que muito do meu sofrimento tem culpa de mim mesma, por não tomar atitudes.

A tensão toda com o filhote foi uma catarse... tristeza, medos, pânico msm, dor, desespero... e tudo em silêncio. sorrindo.

Mas passou, e nesse novo ano, ciclo, problemas existirão, mas creio que menores. Porque foi tão foda tudo, que agora tudo vai parecer menor. Situações, pessoas... 

O balanço é que a dor foi necessária para me aprofundar num mergulho me mim mesma, que por sinal, ainda continua. Aquela busca por ser eu mesma, por conhecimento (tô lendo tanta coisa libertadora e surpreendentemente esclarecedora), por autoconhecimento... nesse percurso, velhos desejos e sonhos estão pipocando na cabeça, no caminho, no coração...

Concurso pra PF. Sério? Sério. Lembra o que eu queria ser qdo estava saindo do ensino médio? Pois é... alimentei o sentimento de inferioridade e desisti pq o caminho era difícil.

Mestrado. Desejo, algo pra mim e mim mesma. sem muita lógica. Só sonho msm.

desde 2015 que não me ligo me mim mesma no sentido de eu por eu mesma. Terminei a faculdade e desliguei. Afinal foram anos pra conseguir isso com tanta coisa no caminho até ali... mas vamos fazer a roda girar. Calar pra escutar la de dentro o que de fato eu quero. Eu.

janeiro acabando... projetos que se iniciam, bora deixar o frio na barriga pra lá e para de se achar menor, incapaz, ou qlq coisa assim...

Então bora estudar, malhar e se organizar. Viver. fazer valer. Ser o melhor que posso ser. Escutar a intuição. Seguir o que acredito. Perder esses medos. Ser fiel ao que tem aqui dentro.

Ps: Dolores do Cranberries no ouvido...  saudades pra sempre. :(


segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Vem 2018.

Meia noite. Último dia de 2017.

Amanhã à noite, zera o relógio e a sensação eh de zerar o jogo, uma nova folha em branco.

Há alguns anos novos que meu despertar pro auto descobrimento vem rolando. E como eh foda ver o montante de merdas/erros que fiz e os defeitos que tenho. Encarar isso dói, da sensação de impotência, medo e cansaço, por tentar tantas vezes e fracassar. 

Aquela história de a lição se repetir até vc aprender eh fato. Já to ciente de onde meu calo eh apertado e tenho que mudar de atitude pra mudar. Mas tb tem as novas provas. E meu irmão, esse ano foi foda nisso. O estresse no início do ano com relação a escola "Santa bosta", a tensão com a possibilidade de algum diagnóstico pro meu filho, minha luta interna entre altos e baixos emocionais pra me manter sã e forte... foi choro, foi desespero sem ver saídas, foram decepções com pessoas que antes eram "amigas de verdade"... eh foda. A luta pra frente ainda vai ser árdua dentro de mim, mas agente segue tentando ser consciente e mudando. Pra isso tb tem as coisas boas. Parando pra ver há muito mais a agradecer. As coisas ruins tb foram pro bem. Muitas vezes o puxão de orelha era mais do que necessário pra não voltar pra lama. Mas ainda tenho muito a vencer em mim. O saldo desses altos e baixos eh uma mulher bem mais questionadora, investigativa, pouco mais corajosa pra bater de frente e alguns quilos mais gordinha. Sim, a comida virou válvula de escape e "foda-se"...mas vamos vem em 2018 né? Férias, sono, meditação e a busca por uma rotina mais saudável...vamos ver. 

Mas no fim, eu quero eh agradecer ter sobrevivido, as feridas já estão fechadas (msm q ainda doloridas) e  a busca por plenitude real já existe. Vamo lá, 2018 tá despontando, força, fé e foco, nessa ordem. Todo dia eh uma oportunidade, por mais que canse. Vai lá!   


(...)


Será que os últimos anos não foram tão bons pq meu ano novo não foi lá do jeito q eu esperava? Kkkk se for, esse ano foi bem longe da minha expectativa (morgacao onde power) e aí lascou tudo né? Kkkk

Enfim, eh uma festa. Nessas horas eu penso no que meu companheiro diz; "não ligo pra essas coisas..."

Mas, refletindo, vejo q minhas últimas decepções foram pq esperei que outros fizessem o que eu faria. E tipo, não fizeram MESMO. 

Então pra que me entristecer com isso? Certas coisas ao vão mudar, o que tem q mudar eh meu jeito de ver. Meio q ligar a cara de alface e for dentro, o botão foda-se....além do "mute" no ouvido... só me lembrei de Chico Xavier agora.. não existe ofensa, existe ofendido. Então...


2018 chegou. E na sua primeira hora já me mostra uma

Lição: não espere mudança nos outros, mude o que quiser em vc mesma. Mude de atitude, pensamento e resposta. Aja, pq esperar pelos outros só vai se lascar.


Então bora lá né. Feliz ano novo! (Pelo Menos teve suflê) 

🌻

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Yeah.

yeah.

Eu quero dirigir.
Eu quero grana sobrando.
Eu quero me sentir realizada e capaz de vencer desafios.
Eu quero viajar.
Eu quero ter outro filho e sem estresses.

Vamos lá...

Não dá pra jogar as possibilidades nas costas dos outros.
Depende única e exclusivamente de mim, fazer acontecer.
Então moça, aja.

"a vida é uma jornada..."

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Grossa x carente


É possível ser grossa e carente ao mesmo tempo?

Tenho mágoas da minha família. Luto contra elas, tento descobrir uma maneira de me livrar disso, mas é bem difícil. Não quero ser ingrata, mas sou do tipo de pessoa que se vc quer agradar faça de coração e não esperando algo em troca... e o problema é que com minha família muitas vezes sinto isso... como se tudo fosse feito com alguma intenção oculta e/ou pra depois jogar na minha cara ou algo assim... meus valores em muitos casos são bem diferentes, enxergo muita coisa de outro modo... enfim.. um resgate mesmo. Já cheirava à isso desde a adolescência, mas hoje acho que o passado foi romantizado pra eles... enfim... também não quero só dar ênfase ao que houve de ruim, temos lembranças e momentos bons, mas os ruins deixaram marcas fortes em mim.

Por isso que em muitos momentos a ideia de me afastar eh tentadora...tenho que concordar com meu marido qdo ele desacredita certas promessas feitas... sempre, ate hoje, na hora H, são descumpridas. Não sinto a consideração que espero. Mas sei que esse eh o  problema.. eu "espero'...

Cada um dá o que tem. Se se tem egoísmo, se se tem futilidade, fazer o que?

Eu quero viver o que acredito, mas também não quero ficar levando na cabeça. Não quero ficar sofrendo. Eu tô muito cansada de sofrer.

Se minha resposta imediata é ríspida pode ter certeza que tem 70% de cansaço e 30% de mágoa... (sendo otimista...)

Ok, não sou uma barbie delicada, e existem diversos fatores, (tpm por exemplo), mas eu não sou indelicada de graça. Se tô armada é pq vc já me feriu. Pode ter certeza.

Então assim.. tem algum lugar mágico onde eu entre e me livre de tudo isso, tipo lave a alma e deixe pra trás essas coisas e de fato encontre uma vida que me faça feliz?

OK, sei que devo perdoar sempre, que não existe mágoa, existe magoado... mas na prática, e com sua família é muito hard... e qdp vc questiona as escolhas que fez, mais ainda.

Não quero me deprimir. Quero é emergir do mar, tipo qdo vc retoma o fôlego com força e revê o sol... sair desse negócio embolorado que me prende. Acho que é a questão de querer agradar todo mundo, viver pisando em ovos.. sei lá... e o pior, no fim, ainda continuar sendo, aos olhos deles "aquela que não cresce"... só esquecem que eu tenho meu conceito de crescimento e no fim só há mais sofrimento. Eu não me aproximo por interesse. Eu não bajulo ng pra que paguem as coisas pra mim. Na verdade me sinto mega desconfortável com isso, por mais que eu precise. Ai a pessoa vem e joga na cara, pior ainda.

Enfim, não aguento mais drama alheio de quem não sabe o que se passa aqui dentro, e transforma tudo em problema. 

Não quero ser grossa.. e muito menos carente. Mas tá foda viu. De quase todos os lados. Saudade imensa de amigas e amigos... de uma atmosfera mais leve... (meu Deus, que eu não esteja fantasiando as coisas...) sim, as vezes (muitas) o Acre me faz muita falta.



terça-feira, 18 de abril de 2017

À vc, que julgou mal o meu filho.


Carta à vc, que falou mal do meu filho de 4 anos e o julgou sem o mínimo de empatia.

Com certeza é extremamente frustrante e irritante receber um filho/a na volta da escola com alguma mordida, machucado, etc. 
Porém, na primeira infância isto é comum; algumas crianças são de reagir de forma mais rude, e outras são passivas. Isso é normal. Por mais chato que seja. Porém, quando isso se torna rotineiro, de fato se necessita de uma investigação maior, de uma procura de causa, e a família em união com a escola de fato se faz mais do que urgente.

O que vc não sabe moça, é que ser mãe de quem bate é bem pior. E quando a escola simplesmente joga toda carga na suas costas sem nenhum interesse numa cooperação mútua, a coisa fica bem pior. Imagine: seu filho em casa é ok, na escola se transforma. Mil questionamentos, conversas e os ditos profissionais que passam mais de 4h diárias com seu filho e fizeram faculdade sobre isso, simplesmente dizem "mande ele para outro profissional".

Fui boba. Não consegui enxergar daí msm a incompetência deles. Primeiro a desculpa foi a "pega" do lápis aos 4 anos, dps a tal agressividade. Enganei à mim mesma tentando afastar questionamentos como "2 adultos não conseguem lidar com uma criança de 4 anos?", ou "ele já deve estar escrevendo e juntando sílabas pra ler nessa idade mesmo?","porque ele não se sente acolhido como com a outra professora?"... preferi culpar meu filho e o mantive lá, obrigando-o à "alcançar o nível esperado" ou "acompanhar os outros". Hoje me culpo pela escolha idiota que fiz. Meu filho fez foi sofrer ao se adaptar à uma realidade que não lhe cabia. Mais novo que a maioria, sendo cobrado além do que podia, com gente que não sentia carinho e sim um bando de estigmatizadores, que o rotularam como "problema" e deixaram a coisa toda crescer tirando o corpo fora. Melhor "expulsar" o problema do que cumprir o papel de pedagogos.

Aí tudo explodiu e no fundo eu me senti aliviada. Fui obrigada a fazer o que meu coração já queria, mas por algum motivo idiota e errado, eu não fazia. 

Desde que vi mães e pais, numa reunião lá, dizendo que pagavam aquela escola para seu filho de 4 anos já estar lendo, eu sabia que ali as coisas não eram como eu esperava. Mas fui tola, preferi me enganar.

Agora passou. Graças a Deus, passou. Acabou.

Novos desafios estão aí, mas já consigo sentir alívio no coração. Meu filho mudou de escola, agora está em uma do tipo que antes eu olhava torto... mas hoje vejo o quanto o mais simples, de fato tem amor, tem dedicação e entrega. Onde menos esperava encontrei algo que vc não tem, chamado empatia. Sim, se colocar no lugar do outro, sabe? sem julgar, só disposta à ajudar no que puder ou não, mas oferecendo uma coisa muito importante: compreensão ou pelo menos a busca do mais perto disso. 

Que bom que pra vc e seu filho, a escola "que aos 4 anos se está lendo" funciona. Meu filho é um desafio, profundo e só se sente bem onde é ACOLHIDO. Esse ano ele não teve isso lá. E pelo jeito teve foi muita coisa ruim... pq onde ele está agora, ele está muito bem... quer saber o porque? Porque lá, provavelmente, há o sentimento, cuidado, acolhimento e compreensão que não havia na outra... Então é o paraíso? perfeito? Não. Mas há busca do que de fato é melhor para cada criança em sua realidade... e não o que é melhor para o "nome" da escola, ou do padrão que se espera sem se respeitar o tempo da criança.

Tempo... falei disso num email que mandei ano passado pra ouvidoria. O que recebi de resposta foi frieza e "seguimos as leis do Mec". Que no fim eles nem seguem mesmo. Seguem o que for mais cômodo pra eles (pelo menos na educação infantil é assim).

Tempo que vai passar, tornar isso lembrança e lição. Lição já é. Aprendizado já está sendo. E com o tal tempo, será combustível de alguma virtude que estou melhorando em mim. Sim. Porque eu errei feio. Errei em não ouvir minha intuição e coração. Mas hoje estou de ouvidos mais abertos... aprendendo a me perdoar sabe. Aprendendo que ser mãe não é nada fácil, mas a busca por aprender a ser (sim, pq não se nasce sabendo e nem seu filho vem com manual) me torna alguém INFINITAMENTE melhor, mais forte, consciente, ligada ao divino, etc, etc, etc...

E eu me perdoo por isso. É como Jesus disse... "Vá e não peque mais." Vou e vou fazer de tudo para não errar mais. E se errar (que vou errar), vou aprender e continuar em frente. Pedindo a Deus, sempre, pra me ajudar a ter calma nos momentos em que tudo ficar cinza e desesperançoso, pra respirar e enxergar os caminhos. Pra não dar ouvidos à pessoas como vc, e outros até piores... Porque eu não vou alimentar sua energia do mal e ela não vai chegar na minha casa não. Seja feliz. Receba toda minha positividade. É disso que vou me alimentar daqui pra frente, de positividade. De amor. Pode guardar sua maldade. Vc está livre de qlq influencia minha na sua vida, portanto, me poupe da sua e da do Colégio Santa Emília. Be happy together. ^^v.


sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Vem 2017...


Ano novo. 

O feelings de recomeço tá aqui, piscante e talz, vontades e mais vontades, mas um desanimo devidos aos erros anuais tb persiste. Tipo, todo ano a pessoa quer isso e aquilo, aí vai e não consegue. Dá desânimo.


Nesse processo de auto conhecimento tô aprendendo a aceitar a parte ruim de mim. Aquela parte que queria mudar mas eh difícil. Tipo, tem que ser gradual. Toda vez que tento mudar de uma vez só, o erro volta. Então vamos ter paciência. Eu comigo mesma. 


Hoje estava lendo um texto sobre caminhos do amor e da dor. E falava que justamente os caminhos fáceis e confortáveis são justamente os da dor. Os caminhos do amor requerem perseverança, disciplina, construção de caráter, etc etc... e eu, numa preguiça crônica e comodista estou sempre pegando o caminho da dor e estava jurando que era o melhor. Por medos, por comodismo, pira tanta coisa que me freia que já nem sei... mas pelo menos agora eu tenho consciência da necessidade de mudar. Ela já pulsava antes. Agora vai tomando forma e direção.


Mas ainda há medo e muito. De dirigir, de talvez ir embora pra outro lugar, mudar de trabalho ou de local pelo menos... medos que me deixam pra baixo por ainda sucumbir a eles e outro que me deixam pra baixo por medo de estar tomando decisões erradas...


Enfim... que venha 2017. Resoluções feitas. 🌻

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

As pessoas não me fazem feliz.

As pessoas não me fazem feliz.

Esse texto não é uma reclamação velada a todas as pessoas que fazem parte da minha vida.
Esse texto é a definição do ser feliz por si mesmo.
Li uma frase, não lembro o autor, que diz "na vida somos felizes porque somos". Simples, assim.
Nunca devemos depender de algo ou alguém específico para sermos felizes.
Somos porque somos.
Acho isso bárbaro.
Desobrigamos nossos maridos, esposas, filhos, pais, irmãos, amigos, chefes, colegas de trabalho, vizinhos, primos, professores (esqueci alguém?) de nos fazerem felizes e entendemos que a felicidade é algo mais alcançável e sem rodeios do que parece.
Nenhum marido é perfeito. Ponto.
Nenhum filho é perfeito.
Os pais menos ainda.
Os amigos falham.
Um professor ou um chefe também.
Mas eles não podem lhe roubar a felicidade se ela vier de você e não deles.
Se você coloca a felicidade na mão de alguém está fadado a ser infeliz. Se coloca na mão de coisas ou acontecimentos é pior ainda.
Não estou dizendo para você não confiar nas pessoas. Estou dizendo para você não dar às atitudes delas um peso tão grande. Não estou dizendo para você deixar de querer conquistar, almejar, mas sim de dar as suas conquistas o peso que elas devem ter.
Se meu marido me manda flores eu serei uma pessoa feliz ainda mais feliz. Se meu marido me decepciona de alguma forma eu serei uma pessoa feliz em um momento de decepção. Ficarei triste, claro, mas será passageiro, pois minha felicidade não depende dele, mesmo que eu o ame.
As pessoas confundem amor com "ter que". Eu o amo, então ele tem que me fazer feliz. Eu o amo, então ele tem que ser perfeito. O verdadeiro amor é imperfeito e cheio de defeitos.
O cultivo da felicidade sólida e verdadeira não vem de grandes feitos, vem de uma convivência sua com você mesmo no dia a dia, amando-se, perdoando-se, ensinando-se a ver pó de estrelas em uma xícara de chá cheiroso, naquele tufo de pipoca caramelada no cinema, no arroto que saiu sem querer por causa do refrigerante - e que fez todo mundo rir.
Ser feliz por si mesmo é libertador.
Claro que isso não quer dizer que as pessoas não devem ser respeitosas e amorosas, e que você não deve exigir isso delas. Ou que você não deve colocar em sua vida pessoas que contribuam para a sua felicidade, ou mesmo aceitar em sua vida pessoas que drenam a energia.
Quer dizer apenas que você é responsável e agente da sua felicidade e isso inclui sair de um relacionamento abusivo, por exemplo.
Quando aprendi que a felicidade está em minhas mãos, aprendi que podemos encontrá-la em todos os momentos e acontecimentos da vida.
Minha filha nasceu prematura - no sétimo mês de gestação - e ficou internada na UTI por mais de um mês. Uma situação difícil para qualquer mãe de primeira viagem. Para qualquer mãe.
Mas hoje, quando penso naquela época, lembro das enfermeiras que conheci e que me ensinaram tanto, lembro da festa que fazíamos na neonatal - com direito a bolo e tudo - a cada semana de vida da minha filhota. Do fato dela tem saído do hospital bem no ano novo e nos ter permitido aprender a sermos seres humanos melhores até hoje. Claro que tivemos momentos de choro, desespero e insegurança. Mas não é disso que lembro.
Sejamos felizes porque sim. Saibamos agradecer pela vida, pela graça de respirar e ter mais uma chance de existência. Sem depender de ninguém ou de nenhuma situação para isso.
As pessoas não me fazem feliz.
Elas fazem parte da minha felicidade.
Porque sim.
(Vanessa Martinelli)

O que eu precisava ler.
Sempre ansiei por uma liberdade calada da solidão que mora dentro de mim. Complexo.

Eu amo minha família. Sério. Não falo do meu filho e marido aqui... esses são como parte de mim... mas meus pais e Irma.. ow relação complexa.

Quando eu era criança era alucinada pelo pai. Fanática. Eu queria sempre ser destaque pra ele. Mesmo no meu silencio em tantos momentos, eu estava maquinando ser destaque. Para ele ver. Na adolescencia o fanatismo caiu por terra qdo vi que ele não era perfeito. Começou ainda desconstrução. Hoje, aos trinta e um, vejo o quanto me prendi nisso. Nessa coisa de esperar aprovação. Hoje ainda me pego assim... esperando que minha mãe e pai, aprovem certas coisas msm eu tendo consciência de que não vão aprovar pq pensam diferente de mim naquele (e em muitos outros) ponto. Eh como um esperança idiota.

Saudades em muitos momentos de quando eu morava longe.

Egoista? Talvez. Mas Deus não dá ponto sem nó. Tive que voltar por minha mãe doente, com um doença tb. Primei tanto por minha independência e liberdade. Aí hj nessa proximidade toda me pego meio q presa de novo e odeio isso.

Mas não adianta alimentar revoltas. Eu tenho q aprender com isso. Eles são diferentes mesmo, humanos, mas deram o que podiam por mim, e minha gratidão é eterna. Só que trabalhar as diferenças eh sempre tenso. Em muitos âmbitos.

Tenho q vencer a mim mesma. Pra ter coragem de ser quem sou, quem quero ser, viver o que acredito msm. Pra não me revoltar e sim perdoar, tendo sempre coragem e sendo doce ao mesmo tempo.

Difícil. Mas vamos lá. A bronca são as energias negativas, o ar de superioridade no sentido de saber de tudo, a vontade de controle... eh muito ruim lidar com isso. Egoísmo, julgamento sempre, falta de vivenciar com TODO MUNDO o que se aprende com Jesus. Nao sou santa, mas me cansa o olhar que diz que sou incapaz ou burra ou algo assim... qdo correspondo as expectativas, ok, qdo não, ataque.

Lendo esse texto (que eh bom reler FOREVER) eh como se eu estivesse tomando consciência do caminho que tenho que pegar.. da direção... pq tô cansada dps baldes de água fria e de me sentir cerceada.

Talvez eu esteja sendo egoísta. Talvez não.
So que sempre acho q tenho uma tendência a me sentir culpada sem precisar sabe...
enfim... vou ali reler o texto. E ser feliz.

;;