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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Cores de mim.

b

Comecei cedo num mundo estranho, azul com amarelo e tons de rosa.
Tudo bem alegre e sem muita consciência... infantil.
Depois fui crescendo, crescendo, e o azul foi ficando forte, e unido-se ao roxo e ao preto.
Passei um bom tempo assim... Alternando entre a definição e o borrão dessas..
Depois troquei o roxo por lilás, algo de um roxo menos fechado, e um pouco de verde alegre, sempre com os nuances de azul e preto.
Aí cheguei ao um ponto vermelho-café que ficava escondidinho dentro de mim. E fiz dele o que eu não era antes.
O que nunca tinha sido antes.
Mas sem nunca deixar o azul, já num tom de céu, o preto, pro lado profundo e incompreensível de tudo... Com o roxo e suas variações, pra parte mais mundana, mais exterior, mais visível... do meu quadro, minha paisagem, minha imagem, do eu, de mim.




PS: imagem de uma das obras de Romero Britto de quem sou fã incondicional de seu talento... tenho 3 artes dele em casa, mas é óbvio que todas são cópias, ehehhe... Mas acho INCRÍVEL tudo que ele pinta.. MUUUUUUUITO lindo. ^^ E essa imagem que escolhi tem tudo a ver comigo (e esse tal de "meu eu") e com esse textinho aí. ^~ =*

sábado, 21 de agosto de 2010

O Par de Botas...


Nós, que um dia fomos alegria, somos agora tristeza...
Nós que um dia fomos o início, agora somos o fim.
Lembramo-nos bem do momento em que nos unimos;
Nós a você.

Uma nova vida se descortinava... Exercias uma profissão! ...
Quando tu te tornaste um mágico a construir o teto de mundos alheios,
Edificando lares, que mal sabias tu que eram sonhos!

Nós estávamos contigo a cada passo, a cada subida, a cada descida...
No pesar do calçar e no prazer do descalçar.
Testemunhamos teu cansaço, teu renovar de forças e tua luta diária...
Te ajudamos como pudemos... Te demos todo o conforto e proteção que podíamos...
Mas nossa vida chega ao fim... E a tua continua.
Mesmo cansado e já estropiado como nós, a tua continua.

E se renova... Tu tens um legado que te ama, conforta e alegra muito mais do que nós nunca pudemos.
Tu tens uma nova vida, na tua vida.
Acabou-se uma e começa outra.

Nós não. Somos agora apenas a lembrança do que fostes,
já não somos parte do teu agora.
Vez ou outra tu te lembrará de nós, ora com saudade, ora com o alívio do fim, ora com orgulho...
O orgulho.
Esse é nosso resquício em tua nova vida... Com ele tu te lembrará que sois quem sois também por nós... Te ajudamos a chegar até aqui.

Mas o agora não tem espaço para um par de botas. Botas de operário.
Somos tristeza pelo fim de nossa vida e pela saudade de nossa importância para ti.
Morremos com o orgulho do que vivemos juntos... felizes pela tua nova vida.

Nós, que fomos um dia alegria, somos agora saudade.

(ID)

(a gravura é obra de Vincent Van Gogh - "O Par de Botas", e o texto eu fiz a partir dela prum trabalho da faculdade.)

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Ronronares...


Acordo pela manhã ainda vacilante e te vejo a ronronar.. feito um gato..
Gato, que tomou conta da casa inteira, tomou pra si, se fez dono, proprietário..
da minha vida, da minha mente, da minha alma, do meu coração...
Meu primeiro impulso, ainda inconsciente, é te beijar a pele. Quente, viva, próxima.
Acordo com o calor nos meu lábios... é você... ali. Bem ali.
Eu não quero sair do momento. Ainda é surreal te ter assim.
-A mim você já tinha desde o primeiro segundo. Do primeiro beijo.-
O nome disso é simples, mas inacreditável.
Quem diria que ela existe, e às vezes deixa de ser abstrata pra ser concreta?
Toquei nela quando pude te beijar a ronronar...
É felicidade.
Faço minhas as palavras do amigo Elton:
"Eu espero que você não se importe,
Que eu tenha colocado em palavras

Como a vida é maravilhosa enquanto você está no mundo..."
No meu mundo. Agora, nosso.

Forte e feliz, parto pra encarar qualquer um dos outros mundos.
Me nutrindo de 'ronronares' matinais....

(ID)

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008


“Dizem, que quando amamos de verdade é que conheceremos uma verdadeira dor no coração. Entramos em uma viagem sem volta, onde, se houver um final, pode ser catastrófico.

Uns, conseguem simplesmente controlar o amor. Medem-no, lidam com isso como dose de remédio, por medo de overdose, ou dor.
Outros, inebriam-se e vivem-no tão intensamente q saem da realidade lógica do mundo mesquinho em que vivem. Pra estes, o amor é válvula no peito, combustível de vida, chama da felicidade, e como aqui não existe perfeição, eles sofrem. Sofrem por serem "idiotas", "fracos" e até "chatos", segundo quem não consegue enxergar a vida com os bons olhos da esperança de sermos felizes, e os bons olhos que enxergam além do pouco, inútil e quase nada que uma vida egoísta nos dá.

Como, os que amam podem ser taxados de "idiotas", se um idiota é um falto de inteligência? Como, sendo eles assumidos de sua inteligência por assumir o que sentem e seguirem o que lhes faz bem, lhes é remédio, lhes completa? Burrice, seria escolher seguir os outros em busca de uma casca vazia, ou fugir da tentativa de algo feliz por medo, ou por fechar, bloquear suas idéias em nome da fuga de uma deliciosa responsabilidade... Dividir, doar tudo de bom, e receber tudo de volta, sempre, é algo ruim?

Como, os que amam podem se taxados de "fracos", se são a personificação da coragem e da força, por estarem dispostos a enfrentar o risco de sentir dor, por livre e espontânea vontade? Eles podem sofrer pela falta de reconhecimento de quem se ama, pela dor de perdê-lo, pela cobrança do mundo mesquinho por "imagem", "aparência", pela falta que se sente do ser amado... Amar, é ter coragem se ser feliz.

Os que amam, são "chatos", por não terem o mínimo que eles querem... se se entregam de corpo e alma, tudo que querem é o seu gesto de carinho vivo, por mais discreto que seja aos olhos do mundo... o que importa é cada detalhe que só quem ama repara. Os que amam querem ser reconhecidos, não pelo mundo, e sim e unicamente, por aqueles a quem amam.

E mesmo existindo tantas formas diferentes de amar e de se demonstrar amor, se combinando até as tão diferentes, tudo entra em consentimento... um consente ao outro sua forma, mas, não deixa de demonstrar que ele, o amor, está vivo.

No dicionário, amor significa "Sentimento que impele as pessoas para o que se lhes afigura belo, digno ou grandioso." Então, se amar é ir atrás de tanta coisa boa que nos faz realmente bem, porque fugir dele?”

(BlueandCherry)

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Sometimes...Im a Poet...

Gritos, injúrias e toda dor
Lágrimas ingratas frutos de qualquer rancor
Passam-se as horas e logo vem o sentimento
Não é mais a raiva, mas arrependimento
Fica o vazio, o grito no peito
Vem o desespero, não tem jeito.
Onde está o meu abraço, o meu calor
Quero você perto, loucamente, meu amor.
Os dias se passam e nasce a insegurança
Misturada incerteza com a esperança
Sonhando, imaginado a cada momento
Você voltando, e tudo bem no meu pensamento
Me perdoa, esquece o meu jeito bobo de ser
Somos dois burros que não sabem viver
Dando valor aos outros, aos loucos, aos poucos
A quem não está nem aí, aqui ou ali
Seja pra quem for, pra você ou pra mim
Não podemos continuar nisso assim
Nós já cansamos
Às vezes não aguentamos
Mas, quer saber?
Eu amo você.

(ID)



Odeio esperar você
Ainda mais sem saber o que
Tu pensas, queres, sentes
Se tudo que quero são beijos quentes
Do calor, do carinho
Que se sonha quando está sozinho
Quero teu perfume, teu olhar
No teu abraço me embriagar
E esquecer o feio deste mundo
Sabendo que posso ser um qualquer moribundo
Que tu ainda assim me queres
Bendita entre as mulheres
Só tua enfim
Posso ser assim
Um quê de menina imperatriz
Um quê de revelada meretriz.
Guarda estas palavras no teu coração
Não são frutos infundados de mera emoção
Tudo que quero é fazer-te feliz
Desculpe, se às vezes me pareço atriz
Mas tu sabes, e muito bem
Que certas coisas que sinto, tu sentes também
Tu e eu somos feitos pra durar
Não sufoque esta luz que ainda quer brilhar
Uma que vem do Mar
E a outra do Luar...
Viu no que é que dá?


(ID)

domingo, 27 de maio de 2007

"amo porque odeio.."

de pobre louca passei a uma louca real... e essa loucura, esse turbilhão de emoções dilacerantes q a minha vida eh atualmente resultaram nisso...
lágrimas e mais lágrimas, incertezas horriveis, dores no coração, feridas na alma, um ódio q eh amor...

"amo porque odeio..."

e jah consigo odiá-lo amando-o... louca, pobre louca...

e agora q naum sei ao certo o q se passa, soh lamento, sofro e morro na frente de um cenário turvo e sem traços definidos... ele se tornou droga... e seus efeitos jah são mais mortais q remediantes... e meu vício eh minha loucura....

odeio, e odeio amá-lo...pq ele naum vê, naum retribui, e soh consome... e eu morro apegada a sonhos impossíveis, e lembranças q naum voltam mais.

uma louca perdida no mundo errado.

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